quarta-feira, 14 de maio de 2008

Querer é Poder

OBJETIVOS
ESCOLHAS
MEMORIA
RAZÃO
SENTIMENTOS
CONHECIMENTO
DINHEIRO
ESPECÍFICO
SISTÊMICO
POSITIVO
EVIDENTE
RECURSOS
TAMANHO
ALTERNATIVAS
QUE
QUEM
QUANDO
COMO
ONDE
PORQUE
UTILIDADE
HÁBITOS
TEMPO
AÇÃO

COMEMORE
REGISTRE
DESCANSE

Você acredita em Papai Noel?

Você acredita em Papai Noel.

Ele existe, sempre vai existir Coelhinho da Páscoa, Mula sem Cabeça, Bicho Papão, Papai Noel, Democracia, Estado de Direito, Poder de Polícia, Justiça, Equidade, Igualdade, Fraternidade, Voto Popular. Essas coisas existem mesmo, porque ao homem foi determinado criar fantasias e delas tirar proveito, para melhor viver.
Algumas revestem-se de caráter romântico e dão oportunidade à construção da psique infantil – outras nem tanto, criam monstros devoradores ou heróis de plantão que alegram nossos dias.
Outros, como os gregos tinham suas mentes brilhantes voltadas para artes e a cultura do físico, inventaram uma realidade de governar os povos ignorantes, dando-lhes a oportunidade de se acreditarem “donos do poder” e capazes de eleger seus algozes – através do voto. Eles acreditaram, e todas as nações acharam muito bom esse sistema e deram tratos a bola para divulgar como o que de melhor existe para dominar e “governar” o povo em geral – governar no sentido de oprimir.
E assim a crença floresce, cresce, e se multiplica e dá vazão a outras crenças, como Estado de Direito, Voto Popular, Poder de Polícia, Liberdade, Igualdade. Quando tudo ajustado bonitinho até que a coisa transcorre menos dolorosa, dá pra segurar por alguns séculos a utopia.
Mas quando a miséria a fome e a ignorância aparecem, surgem os tanques, a Polícia repressora e as Constituições Democráticas votadas em quartéis, em Plebiscitos populares para referendar a permanência no poder dos “justos” defensores do povo, da democracia e do direito.
A questão das oportunidades para todos galgarem seus estágios de vida como seres humanos maduros estão circunscritos a “rezar” pela cartilha das crenças convenientes, porque se “sujar” fora dela, rapidamente, você perde a capacidade de trabalhar, de produzir e torna-se um paria. Ou defende as utopias ou vá viver sua indignidade na miséria.
Ao povo se lhes é dito dono e provedor do poder, aquele que através do voto direto e universal, elege seus ditos representantes, que lhes impigem tributos escorchantes como sua retribuição ao mandato recebido; fazendo o jogo da perpetuação. Representando quem?
As escolas de modo geral e em específico às de direito, de educação, “ensinam o que e certo” – o que é certo é o que esta escrito nos livros – nas leis, na prática do que deveria ser mas não é. E o fosso, o abismo difere dos pensamentos escritos e a realidade palpável é incomensurável e...vai daí que na rua vive-se um realidade nunca discutida com seriedade por quem deveria discutir. Aí pululam, medo, raiva, covardia, polícia mineira, chefe de morro, governo paralelo, propinas, corrupção, meninas menores presas com vinte homens, diretor de jornal que mata a sangue frio e não é preso.
Pra tudo os livros dão uma explicação certa, mas... é utopia que devemos viver?
Diante desse quadro, onde aprendemos a valorizar o faz de conta, a pensar no conformismo, educados para a mesmice; pergunto: valerá a pena uma vida comprometida com o falso, com a falta de objetivos maiores, só porque está assim escritos em convenções que não fui signatário?
Apolinario de Araújo Albuquerque Rio de Janeiro, 27 novembro 2007.

Teoria do Caos

Teoria do Caos.


Estava resfastelado em minha poltrona após um café de boas vindas ao dia, tomado juntamente com minha dileta esposa, que se antecipou ao providenciar além do pão, cereal, jornal, e uma bonita imagem para me deliciar, de modo pudesse eu ficar alimentado, informado e feliz.
Logo na primeira página pude vislumbrar as chamadas – “STF também já investiga o presidente do Senado” e outras secundárias – “Bradesco tem o maior lucro na História do país”. “CPI vai apurar acusação de brigadeiro”. – “Joel pode ser punido por mandar bater”
Não sei por que, de alguma forma veio a minha mente um filme que assisti recentemente: Efeito Borboleta. Aparentemente não tem nada há ver com as notícias, pois “é um filme que enfoca, entre outras coisas, a teoria do caos. O título vem de um tradicional exemplo usado para explicá-la: uma borboleta que bate asas na China e causa um furacão na América. Grosso modo, a tese afirma que a evolução da ordem de um sistema depende de sua situação inicia”l.
Logo a seguir, procurei na internet o resumo do filme e lá estava a razão estampada “é um filme que enfoca a teoria do caos”. Mas, será que esse caos a que se refere tem alguma relação com o caos brasileiro em particular? Se não. Por favor, me perdoem por assim julgar.
01) STF também já investiga o presidente do Senado
O próprio jornal “O Globo” a um tempinho atrás publicou uma reportagem-pesquisa, onde comprovava que nos últimos quarenta anos – desde sua criação – o STF nunca condenou ninguém. E, lendo a notícia atual estampada na página três – na seção “O país”, podemos ler a declaração do Senador Renan Calheiros de que “o procurador apenas atendeu a um pedido que ele próprio lhe fizera”.
Ou seja – o Senador – quem não se lembra? Protelou o que pode nas reuniões da CPI, ganhou tempo até chegar o recesso e “pediu” ao procurador que abrisse um processo no STF, o tribunal de exceção que não condena ninguém, porque dessa forma tudo estaria resolvido com o tempo.
Tem ou não algo a ver com o tal caos?
02) Bradesco tem o maior lucro na História do país
Não vamos agora por a culpa das nossas mazelas, satanizar o lucro das empresas, mesmo porque elas foram criadas exatamente para isso, mas também para exercer algumas funções sociais, como se preocupou em antecipar – o Bradesco - nas páginas centrais ( páginas 9, 10, 11, e 12), do primeiro caderno do mesmo “O Globo”.
Essa preocupação mostra também que eles querem associar o lucro obtido com a bondade realizada, se não fosse assim, não teriam satisfação alguma a dar, ou não teriam publicado justamente quando se conheceu o lucro liquido nos últimos cento e oitenta dias.
Ganharam uma quantia diária média a R$ 22.259.011,11 – (vinte e dois milhões, duzentos e cinqüenta e nove mil, onze reais e onze centavos), que resulta nos 4.006.622 bilhões finais de lucro liquido – maior em 27,9 % do que o lucro líquido obtido no mesmo período do ano anterior.
Existirá alguma coisa, que tenha crescido tanto aqui nesse país. O que efetivamente em bens produziu o sistema financeiro como um todo? Privilegia-se o ganho financeiro, em detrimento da produção industrial.
Ufanam-se os bancos, por automatização, deixando para o poder publico a solução dos problemas causados como desemprego, e seus corolários: fome, analfabetismo, falta de saúde.
Sabe a custa de quê eles conseguem maximizar os seus lucros: de corrupção e de analfabetismo. E com isso cada vez mais estamos aprofundando o fosso entre ricos e pobres, matéria prima para campanhas eleitorais dos hipócritas que se dizem democráticos e, cada vez mais, exercem sua aristocracia.
Não é nada, não é nada. Não fosse o Super-simples que super-tributa as pequenas empresas e que por isso não se sustentam, e criam um cemitério de lojas “vende-se”, “aluga-se”, por toda cidade. Mesmo sabendo-se serem as pequenas empresas as maiores empregadoras do país.
Tem ou não algo a ver com o tal caos?
03) CPI vai apurar acusação de brigadeiro
Em nome dos 168 mortos no desastre com o avião da GOL e em nome dos 200 mortos no desastre com o avião da TAM, não devo adentrar ou especular sobre a pantomima armada pelas autoridades – não deveria estar entre aspas essa última palavra?. Apenas, repito a pergunta e deixo as analises para cada um de vocês.
Tem ou não algo a ver com o tal caos?
04) Joel pode ser punido por mandar bater
Vamos com calma, Ganhamos a Copa América – no sufoco, sem Ronaldinho Gaúcho, sem Kaka, que por sinal se desconvocaram para descansar. Acho muito justo, num país que quem tem dinheiro faz o que quer, não poderia ser diferente no caso de jogador de futebol.
As meninas do futebol ganharam, no último PAN, brigando por uma autoridade que organizasse uma federação que possa criar um campeonato onde elas possam mostrar sua arte. Esquisito que no país do futebol as mulheres tenham essa queixa, porque nos países onde o futebol não é o esporte principal existe torneios organizados e até profissionalização. Soa esquisito não?
Aí os sub-alguma coisa perderam feio lá no Canadá, com o Pato e tudo, que foi vendido por 30 milhões que Euros, e com outros bons nomes com cabeça a prêmio. E não jogaram nada porque o objetivo era “individual”, mostrar-se para conseguir um bom contrato na Europa.
Ah! e o Joel – contratado pelo Flamengo, depois de uma descida vertiginosa no campeonato, apresenta-se com uma novidade, agora de lap-top em punho em substituição da velha prancheta. O salvador do Flamengo nas horas incertas, perdendo o jogo por 3 a zero, vê na atitude dos santistas uma “ofensa” prender a bola, recuar, gastar o tempo e por isso manda: “se ficar de palhaçada, mete a porrada”. E por isso querem aplicar-lhe uma punição.
E vocês vão pensar que isso é de agora, nada disso: Raul Seixas já dizia a muito tempo atrás – parem o mundo que eu quero descer.
Tem ou não algo a ver com o tal caos?
Agora, vejam essa. Vocês sabiam que em tempos de crise é que se identificam as melhores oportunidades de crescimento. Você começa a pensar, cria alguma coisa que possa mudar o que você julga de errado, dedica trabalho sério na sua crença, convence parceiros de sua filosofia, e começa a mudar o seu micro mundo.
Então, não poderíamos nós almejar melhores oportunidades para achar o que de melhor o homem pode fazer por uma vida melhor, já que os exemplos de como não fazer estão borbulhando todos os dias na tendenciosa mídia.
Você já pensou que tédio seria se nós chegássemos aqui e tudo estivesse pronto, nada a fazer. Se tudo estivesse certo, nada por criticar, discutir ou acertar. A nossa vida sem a luta por um mundo melhor, seria, por certo, reduzida a um terço, e um terço vivido com extrema infelicidade, porque nós só conhecemos a verdadeira felicidade quando sentimos em nós, em nossos parentes, em nossos amigos o sentimento de realização, e como poderíamos senti-lo, sem a necessidade de lutar por um algo melhor num futuro que não viveremos, mas com certeza, nossas realizações viverão e, quiçá, poderão estar presentes no nosso semelhante do amanhã.
Não podemos fazer como no filme, voltar ao passado mudar o ato, e construir outros rumos para nossa história, mas podemos contribuir de forma decisiva para que nossos atos possam construir o melhor roteiro, para nossa vida e a vida de outros no futuro próximo.
Eu, por mim gostaria muito que houvesse uma reflexão honesta do quanto mal causa a cultura do dinheiro, em detrimento de valores outros que embora difundidos, pouco são úteis na vida prática. A minha esperança é que se reflita onde e como se pode encontrar o equilíbrio entre:
Valores
Dinheiro
Crescimento Sustentado

Apolinario de Araújo Albuquerque Rio de Janeiro, 07 de agosto de 2007.

Pense Comigo


Pense comigo

Como faço todos os dias, leio o jornal na parte da manhã, acho que esse ritual passou a constitui apenas um processo de auto flagelação, porque se pensarmos direito não existe qualquer razão lógica ou de interesse intelectual, que justifique esse danoso hábito. Já dizia o cachorro de Pavlov, o condicionamento é a mãe de todos os males. Se nós podemos escolher livremente o que devemos pensar, porque então escolhemos encher nosso repositório de pensamentos com coisas inúteis, alarmantes, negativas, fúteis e desinteressantes. Que só nos afastam de nossa melhor aspiração de uma vida melhor.
No presente, estou me preocupando seriamente com esse conceito que diz: sermos nós seres humanos, racionais e livres. Portanto, donos de nossa vontade e do que pensar, e se assim for deveríamos ao menos pensar em algo que fosse construtivo e não destrutivo, como o são essas notícias diárias, veiculadas por grupos com seus mesquinhos interesses particulares, e nada condizentes com nossos melhores anseios e de elevada inspiração. Logo, não os deveríamos utilizar ou, pelo menos, na medida em que deles fazemos uso.
Hoje o jornal “O Globo” expõe de forma cruenta a mazela da educação escolar, mais uma vez a ferida é exposta de modo que possamos ver aquilo que a sociedade capitalista, ou melhor, que a filosofia capitalista faz com os jovens e se procurar bem, faz também com os velhos, os trabalhadores etc.. Crianças, que deveriam aos doze, treze anos estar alfabetizadas a ponto de saber ler e escrever algo, são completamente cegos nesse particular, portanto, impedidos de pensar, pelo menos impedidos de pensar o mundo em que vivem. Estão excluídos do mundo dito moderno, não seria melhor mundo malvado?.
Já vivi nesta terra uma discussão sobre nossa incapacidade de ensinar nossas crianças, e a conclusão a que se chegou foi que era preciso, necessário e fundamental que as crianças recebessem merenda escolar – almoço e janta – porque criança com fome não aprende. Justo muito justo. Só que hoje, os colégios se transformaram em grandes restaurantes e fugiram do seu objetivo básico de ensinar: ler, escrever e contar.
Não seria mais racional incluí-los como consumidores? Onde está a lógica que os nos fazem incluí-los como pedintes? Ou de bandidos quem sabe? Que lógica capitalista esquisita é esta?
São detonados no processo, uma avalanche de culpas, de carência de gente, de verbas. E tudo existe pronto a ser utilizado de modo racional, mas nada de útil é produzido. Eu lembro que a minha alfabetização, foi feita numa mesa de madeira, às vezes na varanda de um casebre, outras embaixo de uma mangueira no Bairro da Luz em Nova Iguaçu, por uma fada Chamada Terezinha, que sem merenda escolar, sem uniformes, sem ventilador ou ar condicionado, sem quadros negros ou coloridos, sem a família que pudesse me ajudar. Mais com disciplina e vontade. Ou seja, sem nada disso que se disponibilizam hoje, assim mesmo em um ano e pouco se muito, pude alegremente ler e entender os escritos das ruas, saber ver hora, ler o catecismo, a ponto de compreender e memorizar os dez mandamentos – fiz a primeira comunhão por conta disso, com sete ou oito anos. Ah! Eu sou normal. E os outros – são o quê, anormais por acaso?
Não eu não penso que no passado tudo era melhor. Penso que nós (esse nós não inclui os políticos, porque não são gente: são arremedo) hoje não estamos querendo é resolver o assunto. E que por sinal é um assunto prioritário para o país. As desculpas, hoje do “não fazer” são mais elaboradas com teses exaustivas e fundamentadas e generosamente fartas bibliografias autorizadas – de arrepiar. E o resultado é. Pífio, observem os seus atendentes nas lojas.
Eu li meu jornal e por conta da minha vista cansada, me deu sono, e ali mesmo recostei minha cabeça e fiquei preso no labirinto dos meus pensamentos, nos meus porquês. É isso o que realmente quero que vocês me ajudem a resolver, porque acho que não estou bom da bola, ou como diriam meus antigos parentes: Estou “trimilicando”.
Do meu quase dormir – me vi passeando em uma floresta, grandes arbustos, folhas pelo chão, galhos secos e mortos, arbustos verdes como promessas de grandes árvores do amanhã me cercavam e nutriam de uma verde esperança e de um ar puro e frio, que ao passar pelas minhas narinas traziam o prazer de sentir a vida, e o aroma de sentir o cheiro do bem, da paz e da harmonia reinante, como se fosse um pedaço do jardim do Éden.
Eu queria estar dormindo, mas não estava. Pensava acordado e lúcido apenas sonhando e sonhando acordado – talvez em fuga, para não sentir a pena de ter capacidade de ler, quando tantos estão sendo solenemente enganados. Não pelos poderes públicos somente, mais sim por todos nós gente desse rincão chamado Brasil.
É o meu sonho que eu quero lhes contar.
Na minha caminhada, por dentro de uma densa floresta, em certo momento, me vi esbarrar em uma parede de vidro, translúcido que permitia ver claramente o outro lado, e ele ali me impedindo de prosseguir, na minha caminhada. Estava o imponderável vidro: quieto, translúcido, branco, alto e extenso. Não entendi. Apenas caminhei um pouco para um lado tentando contornar e descobri que ele se prolongava infinitamente, para um lado e para o outro, se enterrava e se estendia até o céu infinito. Estava emparedado.
Examinei atentamente o outro lado, e nada de anormal se me dizia ou explicava a razão daquela parede, tudo perfeitamente igual à mata onde estava eu, chão coberto de folhas e galhos, arbustos verdejantes, e grandes árvores apontando para um céu azul salpicado de nuvens brancas.
É o desconhecido intransponível que se apresenta à minha frente. Por mais que eu tenha vontade, por mais que eu tenha desejo e curiosidade, o meu limite está ali altaneiro, silente e imóvel. Sem nada dizer, mas dizendo tudo que naquele momento não quero. O mundo paralelo se me apresenta e eu apenas não compreendo, não decifro e nem posso descobrir.
Estaria eu dormindo e sonhado que estou acordado. Ou estaria eu sonhando acordado em devaneios dado meu estado de racional incompreensão, dos fatos vividos e trazidos como problemas que se arrastam, por longos e longos dias. Estou eu perdendo o juízo, ou é assim mesmo?
Outro dia, no passado recente, me vi estar em consciência em vários lugares, e no caso também habitando em montanhas cobertas de árvores, e claramente tinha consciência de existir em todos os lugares sem haver necessidade de me deslocar de um ponto a outro. E eu racionalmente escolheria viver essa consciência, de puro espírito, para viver minha eternidade. Se isso não constituir uma redonda bobagem, claro. Ou será que morri em vida.
Qual a razão então de querer ir além daquela barreira, se tudo que vejo do outro lado se me apresenta igual a onde estou, porque não fico onde estou. E porque tenho em mim despertada a necessidade de conhecer além do intransponível, e me faz pequeno e frágil, diante de uma barreira.
Porque meus pensamentos se me atormentam na prisão de uma barreira apenas, quando tenho toda uma extensão para descobrir nesse lugar onde estou uma vida repleta de coisas novas e interessantes? A minha barreira é um limite que me prende onde estou, ou constitui um desafio a ser superado em minha caminhada? Pedindo para que vá além.
Sabemos nós que minha parede é irreal, portanto, não existe materialmente. Está em um campo fora da minha capacidade racional de compreender. Mas mesmo assim, ela pode existir no mundo da ficção e lá eu estava vivendo, portanto, se eu também tenho um mundo ficcional a viver, minha parede também existe, e se ela existe lá nesse mundo – ela é real também. Ou você duvida que tenhamos uma vida ficcional a ser vivida por todos?
Se aquela barreira parecida com vidro translúcido, pode representar o meu limite de ir e vir, ou a senha para que eu descubra um novo caminho a seguir é o que se questiona agora. Todos nós temos essas paradas em nossas vidas. Todos nós nos deparamos com nossas paredes invisíveis e desconhecidas. O que podemos fazer diante delas é o que conta.
Podemos simplesmente, parar e choramingar por não podermos ir além; podemos voltar às costas ao empecilho natural e procurar descobrir um mundo novo, dentro do mundo velho que vivemos; podemos tentar voar em direção ao céu infinito buscando a passagem que poderá não nos trazer de volta; podemos tentar fazer um caminho paralelo – seguro – vivendo nosso mundo atual, e conservando a esperança de achar uma brecha segura que nos mostre a passagem e possamos descobrir aquele mundo novo.
Podemos até simplesmente explicar nossas ações e reações, o homem pode tudo e nada. Pode tudo quando pensa e age, pode nada quando sucumbe às suas barreiras. E. podendo tudo não precisa se julgar um deus onipotente, porque fatalmente ao descobrir a sua capacidade de superar suas limitações se infla de vaidades, e se descobre em mascarada autolatria. Sucumbindo às barreiras, morre em vida – tornando-se um coitado.
Vivamos, pois nossas vidas, aquela real que você defende e advoga com todo monetarismo e racionalismo possível e, a ficcional que nos permite fugir e vivenciar outras realidades, e que de certa forma nos prepara de modo sutil para os dia-a-dia, onde comemos, bebemos e vestimos, mas que um dia esses benefícios nasceram e são como são, porque outros como nós, ousaram sonhar acordado e não tiveram qualquer receio de pensar sobre e como viver em outras vidas.
Apolinario de Araújo Albuquerque
Rio, 23 dez 2007.

Pensar em Deus


Pensar em Deus e nos seus Santos. Natal-2007.

“Deus é amor: aquele que permanece no amor permanece em Deus e Deus permanece nele.”
A respeito de Deus, único e verdadeiro. João nos diz algo que haveremos de pensar, e pensar seriamente. Porque à nossa razão se torna difícil, quase impossível, pensar de modo racional e entender o mistério do Deus único, que de tão longe da nossa compreensão se nos colocam, acabamos por não vivenciá-Lo, plenamente.
Mas vejam o que João amorosamente nos brinda: Fala de um Deus – bem próximo de nós, Deus é Luz¹; logo em seguida diz: Deus é Paz, e conclui convencendo-nos que Deus é Amor².
Assim, na verdade, não precisamos buscar uma teoria de difícil compreensão, para achá-Lo, porque esse Deus que se nos é apresentado por João de três modos diferentes, está em nós, desde que saibamos encontrá-Lo. E em algum lugar já se disse Deus está em nosso interior.
Então não fique aí você agora procurando rótulos de ateu, apenas para parecer moderninho, alardeando não crer em Deus, antes, porém se explique qual deus você não acredita? Este que você não acredita, verdadeiramente, não existe mesmo.
Mas, pondere alguns minutos a respeito do Deus, esse que João nos apresenta, de modo aparentemente diverso daquele único, apresentado em formas diferentes, mas que resultam em um Deus que existe em cada ser humano que se encontrou como gente, que descobriu a si mesmo, e sabe diferenciar o viver angustiado e tormentoso da materialidade; do viver em Paz, na Luz e no Amor, e por isso, não vive no limbo perdido entre a racionalidade e o material, condenado a viver o vazio sem valores, ou com valores distorcidos; vendo a vida, como quem vê apenas a metade da laranja.
João nos prega o Deus Luz, justamente, a capacidade de vermos a vida, com a mente clara sem distorções, acreditando poder ser capaz de compreender a vida em toda sua extensão – em todas as suas facetas – com o mínimo de distorções e com a máxima competência para buscar a verdade razoável aos nossos sentidos, para que possamos fazer valer a nossa condição de ser pensante. Deus é essa luz, que brilha em nossa mente da abertura dos nossos olhos até o último suspiro. Saber ver Deus iluminando nossa razão, capacitando-nos dia após dia, na busca daquilo que não compreendemos, é verdadeiramente achar dentro de nós o Deus Luz.
Outro Deus se faz presente, aquele que nos prepara para que nosso corpo seja são em tempo integral, aquele que nos capacita e nos protege dos males, e nos prepara para que possamos encontrar a verdadeira felicidade, razão de ser de nossa estada aqui nessa “faze terrena”, como dizem os espíritas: Deus Paz.
A ninguém, verdadeiramente é permitido viver saudavelmente, se não O encontrar em si, se não se rodear de Paz e estocar dentro de si a Paz espiritual, a qual capacitará ao homem, viver diante de sua luta pelo sustento, com tranqüilidade e consciente de que, nada disso poderá afetá-lo negativamente. A Paz de Deus fortalece aquele que plantou em seu coração a segurança de que as vicissitudes da vida, não poderão derrotá-lo, e tirá-lo de sua vida plena, do seu eixo. Porque sabem que todos os acontecimentos são passageiros e apenas existem para fortalecer o ânimo daqueles que pretendem viver plenamente, isto é, lutando.
O homem encontra outra forma de Deus dentro de si, o Deus Amor, e com ele deve aprender a comungar e celebrar a vida, com seus parentes, amigos e conhecidos e desconhecidos, com seu próximo, já se disse. O amor é a maior força espiritual que o homem pode lançar mão para conquistar vitórias em batalhas cruentas, pode docificar sua vida, em meio o amargo da lide, como a cerveja gelada e, diante dos seus pode celebrar o melhor da vida no amor de sua esposa, filhas e netos. Pode encontrar finalmente o significado maior, diante do exercício prático do amor, descompromissado para com os amigos, conhecidos, pode enfim dignificar a sua espécie como um ser que alcançou Deus, aprendendo a simplesmente a servir, por amor e, além disso, nada mais restará para que tenha encontrado um verdadeiro Deus.
Deus é Luz, Deus é Paz, Deus e Amor – Compreendam Deus está na sua razão - capacidade de pensar como ser humano, em um extremo, portanto. Deus é Amor - capacidade mais elevada que o espírito humano pode alcançar no outro extremo, portanto. E no meio destes paira o Deus Paz – o equilíbrio que poderá ser alcançado se você souber viver essas três facetas de um mesmo Deus que João nos apresenta.
Agora você fica de longe matutando, com que freqüência nos relacionamos com pessoas que tão facilmente, poderíamos identificar como possuidoras desse Deus – assim harmonioso dentro do seu coração. Pessoas que não guardam em seu coração magoa ou rancor, vivem positivismo na prática do cotidiano e dedicam sua vida à melhor felicidade dos outros, porque nisso encontram a sua plena alegria de viver, fazendo com que cada dia do ano seja um natal permanente para nós.
Certamente, podemos ao olhar ao nosso redor encontrarmos pessoas assim, que bebem, comem, xingam, falam impropérios, falam de suas vidas e da vida dos outros, mas que podemos atestar por convivência cultivam a Luz, a Paz e o Amor em si – e cultivam esses atributos, não para si somente, mas para distribuir com seus pares, com seus filhos, amigos e conhecidos. A esses nós chamamos de santos – Santos de Deus, porque verdadeiramente, vivem em comunhão com Deus e por isso se fazem Santos.
São àqueles que descobriram o “servir” como a melhor forma de oração, para rogar pelo fim dos males que afetam os homens, praticando diariamente o bem com sua alegria, desprendimento, coragem e bem querência. Sem pieguice ou falsos testemunhos.
Essa homenagem é para você, que transforma os dias em um Natal perene e alegre, todos os dias, todos os anos.
AAAlbuquerque Rio de Janeiro, 08 dezembro 2007.
e 2) Primeira Epistola de João– 1, 5 – 4,8 – Bíblia de Jerusalém, Ed. Paulinas, 1980.

O Primeiro bombeiro nunca se esquece


O Primeiro bombeiro nunca se esquece.


Para que você realmente venha a entender o que se passa e como me sinto interiormente, peço sua licença para gastar um pouco do seu precioso tempo. Ah! O tempo, tudo antigamente – digo lá pelos anos sessenta, que alguns teimam em classificar em tempos de chumbo, só porque as forças militares não gostavam de bagunça, naquele tempo eu era estafeta, sabe o que é isso, é office-boy, na língua do tio san. E eu costumava ir aos bancos receber cheques para os chefes, e chefe sabe como é, tem conta em banco de bacana. Lá ia eu com o maior cuidado para não perder o cheque e lembro, especialmente de um banco, o Banco de Boston – Rua da Quitanda com Alfândega, você adentrava (eu usei isso só por lembrar de um baiano conversando na praia com os amigos, repetiu umas quatro ou cinco vezes – e eu fiquei sem saber se isso é bacanisse ou babaquisse – quem souber me informa), na Agência e vislumbrava um balcão com os caixas, uns quatro ou cinco, te esperando – sem aquela proteção de vidro, e você entregava o cheque – ele conferia numa cartolina, o saldo existente, pegava outra cartolina e verificava a assinatura – quando queria ser rigoroso, porque como eu já era conhecido, até esse passo era suprimido, o Caixa contava o dinheiro à minha vista calma e pausadamente, para que eu pudesse acompanhar e me o entregava com um boa tarde, um bom dia, e lá ia eu cuidadoso para não perder – sem o receio de hoje de ser assaltado.
A que vem isso? Ao intenso uso da informática e dos computadores – do automatismo que alongaram o tempo indefinidamente. Sabe temos de repensar na utilização racional desses equipamentos, porque estão trazendo transtornos. É claro que compreendo que o número de correntista aumentou, e claro que a infinitude de operações só poderão ser realizadas via eletrônica. Mas perde-se hoje muito tempo para fazer a mesma operação que se fazia no passado sem essa parafernalha toda, e com uma interação humana mais aceitável e por isso com menos desgaste emocional.
O tempo passou as coisas se complicaram, principalmente, para quem teve um treinamento operacional (chique isso em? mas ficaria melhor: pratica em fazer as coisas), sem o uso intenso da informática como eu. Como naquele tempo pude aprender que ao homem só é lhe permitido viver se estiver disposto a viver o seu tempo, e como o meu tempo ainda não acabou – o juiz não apitou, então não acabou e pronto. Voltei a sala de aula, para fazer direito – quando no passado deveria ter feito mas não fiz e não me vou me torturar agora pensando os porquês, ou as desculpas, todas são próprias daquele tempo – agora não.
Voltei a estudar – e como não poderia deixar de ser – procurei o comodismo do curso próximo a minha residência, onde pudesse calmamente me deslocar ao fim da tarde, e encher minha cabeça – de teorias e institutos jurídicos, princípios constitucionais, que na prática resultam nulos, mas que aprendemos ser “assim mesmo”. (O critério de facilidade nem sempre combina com o de qualidade).
Estava eu gostando, da convivência com as minas (isso é paulistada pura), do calor das tensões das provas, das discussões acadêmicas, da malhação do governo, das ideologias discordantes, das broncas recebidas veladamente, da que pude dar sem muito pejo, (agora me superei), porque aos sessentões isso é permitido. Mas, toda história que se presa tem um “mas”... cheguei ao quarto período e me borrei todo.
O processo de aprovação é assim: consta de três provas denominadas A1, A2 e A3 – com a obrigação de você atingir doze pontos, ou média 6 em duas delas. Se você conseguir 7 na primeira, ira precisar de 5 na segunda e pronto está dispensado da terceira. Mas se você tirar 5 na primeira, e 6 ou nota inferior que não somaria os 12 pontos, você terá direito a fazer a A3 e descartar a de menor pontuação.
Foi isso que aconteceu eu fiz no período sete matérias e fiquei para prova de A3 em seis matérias, ou seja, passei em apenas uma – a que mais odiava, porque tinha tudo de ruim, inclusive o aluno, mas a esse eu desculpo, por estar velho, com pouca memória e vivendo um ambiente desconfortável, no meio daquela juventude toda.
Hoje, quarta-feira – 12 dezembro 2007, lá fui eu fazer a minha prova de Serviços e Servidores Públicos, a qual eu não consigo entender porque tenho de aprender como matéria do curso, essa classe com suas conquistas, com sua arrogância, deveria ser a ultima coisa a ser ensinada a um ser humano, no entanto eu tenho – justo eu, que fiquei três horas na fila da Agência da Secretaria da Receita Federal – Leblon, para dar entrada em um requerimento, no passado – (na época do chumbo, agente se dirigia ao protocolo central – e o atendente nos estava esperando), justo eu tenho de conhecer o artigo 37 da constituição que diz tudo diferente do que acontece – só para ilustrar lá esta escrito:
“Art.: 37 – A administração pública direta e indireta de qualquer dos Poderes da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios obedecerá aos princípios de legalidade, impessoalidade, moralidade, publicidade e eficiência...”
Estão mangando do brasileiro, estão nos fazendo crer que vivemos no melhor dos mundos, só porque temos de aprender utopias, que nem criação nossa é.
É assim mesmo, o que está escrito é uma meta para que todos possam atingir como objetivo maior da sociedade como um todo. Está bem, então vamos nas faculdades, ensinar ao cidadão que isso tem de valer e se não for assim: valendo, terá de ser combatido e não aceito pacificamente, como fazemos hoje. Então não é o que está escrito que está errado, o erro consiste em não se combater o desvio de conduta na prática. O desvio das academias ensinarem o conformismo do “é assim mesmo”, quando sabemos que temos uma meta social a ser atingida a qual somente poderá ser alcançada com combatividade, ou seja, com trabalho, com moral, com determinação e descortínio e luta.
Voltemos a prova – Serviços e Servidores Públicos, acho que me dei bem, mas isso não é e nunca foi importante, nota alta, nota baixa, são circunstâncias passageiras inerentes a quem estudou mais ou quem estudou menos, de quem aprende mais rápido ou quem aprende mais lentamente. O que importa em tudo que fazemos é sem dúvida o relacionamento humano, porque a vida na terra está circunscrita a interação humana, que por fim preenche todas as lacunas e carências possíveis de serem encontradas em qualquer ambiente.
Caiu nesta noite de 12 de dezembro 2007, por volta das 20:30 horas uma tempestade torrencial, dessas que formam rios, como aconteceu de fato, na Estrada do Galão. Apesar disso lá estava eu esperando a professora chegar em sala, com as provas de A3, poucos alunos e muita expectativa. Foi fácil, simples e acredito deu para “contornar”. – que vale é aprender o suficiente para ser aprovado na prova da Ordem.
Ao sair fiquei na porta do prédio, matutando e esperando a chuva diminuir, e jogando aquele papo descompromissado com outros conhecidos que haviam feito provas também. Quando aparece um jovem – trintão e me oferece carona – aceita sem qualquer sombra de dúvida, mesmo porque entre navegar, e seguir confortavelmente, a melhor opção e sempre bem vinda.
Lá vamos nós, papo cabeça, alegria do Natal, o aborrecimento de não estar livre inteiramente para curti-lo, mas uma dúvida surgiu, porque ele me chamou pelo primeiro nome, ao que eu incontinente fui forçado a perguntar o seu: Jonilson. Pergunto em seguida se era Fuzileiro Naval, porque havia mencionado ser militar. Não. Era bombeiro e trabalha no quartel central e embora trabalhe no Recursos Humanos, justamente com a legislação afeta ao funcionário público estava na mesma oportunidade fazendo a tal prova, não por perder a memória como eu, mas por perder a primeira prova. Lembram das circunstâncias, essas coisas acontecem toda hora, e não dá para mudar ou ficar aborrecido ou perder a tranqüilidade por isso.
Lá estava eu com meu primeiro bombeiro, alegre e feliz, conversando sobre matérias esquisitas e fiz questão de perguntar também, como ele sabia do meu nome, já que ao me oferecer carona, havia demonstrado conhecer. Ao que ele me disse que todos no colégio já me conheciam, porque o professor (não sei qual – injustiças também acontecem) fazia menção a mim toda aula. Aí eu virei celebridade, e estufei o peito, ganhei o meu dia.
Até cair a ficha – e descobrir o por que disso.
Estava eu macambúzio (fala a verdade, me ler é cultura pura) e, intolerante comigo mesmo, com minhas seis pendências, fazendo uma força enorme para assimilar o golpe, dizendo pra mim mesmo, você esta perdendo seu tempo, esta jogando seu dinheiro no lixo, em cinco anos de investimento na bolsa, você vai acumular um bom capital e talvez esteja na hora de repensar sua vida, e viver como um velhinho feliz, com menos atribulações acadêmicas.
Também nesse dia, exatamente nesse dia, recebi uma mensagem eletrônica, dessas que os colonizados chamam de “e-mail”, de um companheiro do Conselho de Administração do Condomínio, dizendo do seu desagrado e me convidando a não usar o seu nome sem a sua autorização, quando eu apenas fiz uma minuta de ata – para ratificação do nome do sub-síndico e ousei lhe enviar para opinar. É gente importante de mais, que não aceita o mundo como ele é, cheio de gente com defeito de fabricação assim como eu.
E, isso mais as notas da prova A2, me deixou de farol baixo, sorumbático ao extremo e fui assim mesmo, curtir meu saudável hábito de não desistir nunca – afinal sou brasileiro, e brasileiro não desiste nunca, não faz nada, mas também não desiste.
Quando ouço do meu prestígio, da minha popularidade – eu fico intrigado: porque será que ninguém me pediu autografo, isso não é comum nas celebridades? – porque eu tão lembrado sou justamente o discriminado. Deve ser porque a realidade nunca está exatamente onde nós mortais pensamos estar. Ela se nos apresenta de forma curiosa e desastrosa, as vezes como a de ontem se apresenta de modo curioso e despretensioso. Mas fique ligado, porque ela sempre vai se apresentar aos que mantiverem sua fé na vida, e sua atenção voltada a ouvir o que o seu interlocutor está realmente dizendo. Até porque sua razão muitas vezes conflita com suas oportunidades e você pode se borrar todo, se quiser vivenciar tudo ao mesmo tempo, e exclusivamente ao seu modo, dê uma chance ao sagrado, ao misterioso, ao oculto e tudo vai transcorrer como direi: divinamente.
Sabe por que, digo isso, porque estava pronto para deixar o direito, partir para outro ciclo, embora não seja do meu feitio – nunca é tarde para criar um feitio novo e passar a ser irresponsável também, ou melhorar, vá lá tentar melhorar o que julgamos insuficiente em nós.
O que ouvi foi que era conhecido, e que algum professor ou alguém havia mencionado a minha figura, ora isso é um bom motivo para não desistir tão facilmente, (ou pelo menos é assim que eu leio o tema), porque a coisa mais difícil do mundo é você ensinar a alguém alguma coisa através do exemplo, porque isso exige comportamento ético, e a cultuar valores como: honestidade, pontualidade, coragem, desprendimento, disciplina, aceitação de suas limitações. Além de liderança, organização, clareza, fé, etc. etc., como também de muita humildade e modéstia, como essas que me são características, na prática diária.
Viver um dia após outro, a cada hora ser chamado a não transigir e continuar exemplificando extra muros de sua família é um bom motivo para continuar, mesmo que isso seja realidade apenas para mim. Porque necessariamente as verdades que vivemos não precisam ser realidades para todos, bastam que nos sirvam de paradigmas para continuar, lutando por aqueles ideais com que fomos forjados durante toda nossa vida.
Então no mesmo instante que ouvi o “Meu bombeiro” dizer que me conhecia, apesar de nunca te-lo visto, foi motivo suficiente e necessário para que o meu comportamento mudasse as minhas idéias a respeito de parar e fosse inundado com um comportamento de Ulisses, vencendo seus dragões. (Se não foi ele deve ter sido S. Jorge).
O fato em si é que o sagrado nos reserva surpresas, apresenta seus anjos e seus demônios de formas inusitadas, de modo que possam transmitir as mensagens do deus que acreditamos de modo surpreendente. Mas para isso você precisa estar aberto a essas mensagens, o receber a mensagem, não garante que você vai ouvir, e muito menos que você irá processar e entender de um modo positivo, de modo possa parecer um tijolo, com o qual você irá construir sua fortaleza.
Pense nos mistérios – da vida, da interação humana, na capacidade de amar o próximo, na necessidade de compreender esse próximo não exatamente como você gostaria que ele fosse, mas apenas veja-o diferente, com algo a servir a você como curiosidade das formas de ser de cada um. Veja esse momento apenas como uma voz humana, tentando dizer a você – através de notícias banais – mensagens daquele que lhe ama profundamente e deseja que você aprenda sem medo a construir sua própria felicidade, claro isso é um exemplo.
Não poderia de deixar de fora, outro sentimento que neste momento, se faz presente. Mantenha sempre a esperança de que tudo passa, não se exaspere, não se irrite, não culpe os outros por suas preguiças e principalmente, acredite que amanhã tudo será diferente, mas mesmo assim: um ótimo dia para viver e amar, profundamente, na exata medida com que você amar.
Apolinario de Araújo Albuquerque
Rio de Janeiro, 13 dez 2007.

O Fabricante de Armaduras


O Fabricante de armaduras


Na Roma antiga, próximo ao Coliseu, havia uma oficina de armaduras. Além de fabricar excelentes conjuntos de armaduras, escudos e elmos desenvolveu a fama de dar conselhos aos seus fregueses sobre combates, e até sobre a maneira de viver. Insistia ele na conduta do gladiador, dentro e fora da arena. Especialmente na sua forma física e treinamento.
Seus melhores fregueses, além de aceitar seus preços salgados, quando o visitavam se deixavam deliciar pela conversa franca e honesta daquele homem, deixavam-no destilar por longo tempo seus sábios conselhos e suas impressões sobre esse ou aquele combatente. E naturalmente, a melhor forma de sobrepujar o inimigo daquela tarde.
Aos fregueses eventuais que apenas o visitava para adquirir uma armadura que pudesse ser mostrada juntamente com seus elmos vistosos, que tivesse assinatura daquela casa. Gostavam mesmo era de desfilar com o brasão do fabricante estampado nas peças. Eram do tipo que insistiam na pechincha dos preços, ficavam argumentando além do preço o peso de cada peça. Julgando tudo muito pesado para ser carregado. Alegavam, e às vezes com razão, da grossura da chapa usada para fabricar o escudo, que resultava numa pesada peça.
O fabricante, não se fazia de rogado, e aproveitava a oportunidade desses diálogos para ensinar sua filosofia. Dizia ele:
Veja você. Eu fabrico a melhor armadura de Roma. Os melhores profissionais me procuram para adquiri-las. E sabe por quê? – Porque são peças próprias para profissionais e não para amadores. Os profissionais têm de diferente a capacidade de lutar melhor e mais bravamente, mas também tem a qualidade de se preparar – fora da arena - de modo diferenciado dos demais gladiadores.
Eles acordam ao nascer do sol, não ficam a sonhando acordados até tarde. Comem de modo correto, ou seja, não se empanturram de guloseimas e todo santo dia, cuidam do seu corpo, com exaustivo treinamento. Banham-se cedo e não freqüentam os bares da moda. Lêem sistematicamente algo de novo relativo à sua profissão e vão dormir cedo. Por isso são profissionais.
Sua vida é voltada todo tempo, para preparar sua mente e músculos para vencer seus combates. Por isso não reclamam do peso, porque seus músculos agüentam confortavelmente o peso específico de cada peça sem que aquilo lhe cause desconforto.
Outros, entretanto, vêm à minha casa, para pedir peças mais leves de carregar, peças vistosas com plumas encimando o elmo que mais me envergonham do que me satisfazem. Eu naturalmente reluto em trabalhar dessa forma. Porque mais me dignifica participar das vitórias do que dos desfiles.
Não sabem eles que o peso das peças só pode ser aliviado pelo treinamento dos seus músculos – numa rotina diária e metódica de treinamento – não sabem eles que a grossura específica da chapa tem a finalidade de proteger sua vida e que fugindo desse padrão, não só estão se enganando, como correndo riscos de não sobreviver ao primeiro embate.
É assim, a vida é dura para os moles. A vida é mole para os que se preparam para vivê-la de um modo mais racional e sem engodos ou enganos.
De que se lhes adiantará uma peça vistosa, leve e fácil de carregar, se ela não resistirá ao primeiro golpe de uma espada de combate desferida sobre sua cabeça sem dó nem piedade por seu oponente. Ele se preparou toda vida para essa luta, e vai lhe desferir o golpe sem qualquer sentimento de culpa, porque seu treinamento foi feito para aquele momento.
E você me pede para que sua proteção seja leve, suave. O que somente pode ser feito com chapas mais finas, logo menos resistentes, que certamente não vão resistir à primeira luta.
Mas... sempre tem um mas, eu vou fazer o que me pedes. Porque não sou palmatória do mundo, não posso viver sua vida, não sou melhor do que ninguém a ponto de achar que os outros devem viver a sua vida ao meu modo de viver. Cada qual é afinal de contas, dono de seu próprio corpo e faz dele o que bem quiser.
Eu cá sou de opinião que devo ganhar meu pão meu vinho de modo honesto, e nesse honesto se incluiu fabricar armaduras mais resistes com a melhor chapa, e do modo mais confortável possível. Só que isso implica em um peso extra que os meus clientes têm de carregar, esse peso somente poderá ser aliviado – repito – pelo seu treinamento diário.
Na verdade é o treinamento continuado que vai permitir fazer a distinção entre os verdadeiros heróis da arena e os vaidosos enganadores. A armadura, o escudo o elmo – são somente acessórios, disponíveis para o seu trabalho. Como vão manejá-los será próprio de cada lutador.
É assim: aos profissionais verdadeiros – à vida regrada, o treinamento, à realização e o objetivo maior alcançado - o pódio e a coroa de louros. Aos medíocres a ostentação, às plumas, o ressentimento e as desculpas de uma vida sem realizações.
É um enganar enganando-se eternamente.
Ao homem resta, portanto, preparar-se para vida, treinar para o combate sem engodos sem enganações – com assertividade - com destemor e coragem de recomeçar a cada dia.
Guarda, pois, essas palavras para que quando o teu rosto coberto com sangue e areia, vislumbrar o povo todo aplaudindo o vitorioso, e desprezando teu fracasso, não venhas a pensar que o mundo é mau. O que te colocou nessa condição foi tua falta de vontade de viver, viver com brio e com a fé de que tudo vale a pena “quando a alma não é pequena”.
aaalbuquerque Rio, 23 jun 2007.

Qualquer semelhança com: Professores, Provas e Colas – não terá sido mera coincidência.

O Mito Dinheiro

O Mito – dinheiro.


E a filosofia monetária vs responsabilidade profissional.
Hoje abrimos o jornal diário e invariavelmente lemos anúncios dos sindicatos e das classes trabalhadoras reivindicando maiores salários, sob alegação de serem os seus muito baixos, comparados com... não sei. São os militares, os policiais (civil e polícia militar), os professores, os carteiros e os fiscais da receita federal (nessa semana em greve); dos médicos e funcionários públicos de modo em geral etc.
É uma reivindicação justa – não resta a menor dúvida, não fosse apenas por um detalhe. Junto com os pedidos vem a justificativa da baixa produtividade, pelo mau atendimento, e pelo descaso para com os serviços que presta à sociedade e, no geral os atendimentos e a prestação de serviços beira as raias da calamidade, tendo como justificativa o baixo salário.
Nessa semana – o Globo publicou – em plena crise da dengue, anúncios do sindicato dos médicos – claro chamando à classe para políticas reivindicatórias de melhores salários – e do descontentamento sobre as condições de trabalho. Nessa mesma semana lemos o anúncio do Sinpro-Rio – dos professores, reclamando do tratamento oferecido aos professores pela Universidade Estácio de Sá, e... a diminuição das horas aulas de 150 para 120 h/aula, por semana.
Eu pessoalmente vivi essa briga de cobertor curto com a política de “fingem que me pagam, eu finjo que dou aula”; e nós pagamos dinheiro de verdade e integralmente. Esperto esse monetarismo selvagem – o aluno gasta para se bacharelar e depois gasta outro tanto para se informar e talvez aprender algo para fazer a prova da OAB, como no meu caso. Nos demais casos gasta também, mas para se sentir preparado a aspirar uma função ou a um cargo que invariavelmente exige conhecimento seguro.
Sabem o que é grosseiro nisso, é que tem escolas que não dão lucros – porque vivem em guerra de mensalidades. Aí chegam a perfeição não produzem nada de útil nem ganham... o que pensam ganhariam com suas políticas monetarísticas. Justo hoje saiu o resultado da prova do Enen – com resultados bem favoráveis aos colégios sérios como São Bento, Santo Inácio etc., porque não servem de espelhos esses colégios aos demais? Talvez seja porque não vivemos numa época onde reine a seriedade, a produtividade.
Ganhar dinheiro não é pecado, é até saudável de algum modo, porque só o São Bento tem oitenta anos, e se mantém até hoje porque ganha também, do contrário já teria fechado as suas portas.
Mas voltemos nós nossos olhos para uma informação que me caiu como um presente, porque sempre e sempre tenho a dizer: salário não justifica a baixa qualidade profissional reinante, se quizer comparar vejam os Fiscais da Receita Federal em greve – dizem eles procedimento padrão – prejudicando milhares de pessoas por melhores salarios e ganham algo em torno de 13 a 18 mil, porque ao seu ver merecem mais. Vejam os carteiros que essa semana ganharam uma gratificação de cerca de 1.300 como participação nos lucros, e pararam o funcionamento de correspondência com sua reivindicação justa, muito justa... como as demais classes tambem o serão, se tiverem a força política de paralizar serviços essenciais.
Outro mas, um dirigente médico entrevistado revela seu descontentamento com o salário baixo e com as condições de trabalho – dizendo que isso resulta no prejuízo do atendimento de milhões de crianças com dengue na fila de espera por dez ou quinze horas, que vão aos hospitais a procura de um auxilio uma informação. Eu fui nesta terça-feira a um hospital, e marquei consulta particular – por telefone –disseram: - chegue 14:00 que vai ser atendido por ordem de chegada – o médico atende de 14:00 as 16:00. Lá estava eu as 13:30 e o médico chegou as 15:15 h, iniciando o atendimento imediatamente, tanto que em 10 minutos já havia atendido pelo menos umas 6 ou 7 pessoas. Sabe aquele atendimento de mago, isso é que é experiência, quantidade e nenhuma qualidade. Lembram da palavra responsabilidade que mencionei acima... esqueçam nesse caso.
Pois bem, no jornal “O Globo de 05 abr 2008, Coluna do Anselmo Góis – tem uma informação bem interessante:
MÉDICOS DO BRASIL
No momento em que uma legião estrangeira de médicos de outros estados vem socorrer o Rio, uma pesquisa da FGV, coordenada por Marcelo Neri, mostra que fazer medicina no Brasil é quase garantia de emprego.
Numa lista de 85 profissões, é a carreira com a maior taxa de ocupação (90% trabalham). Também é a que, na média, tem o maior salario (R$ 6.270), mas, por outro lado, a maior carga horária (50 horas semanais).
Pois bem, o que a pesquisa mostra é que médico tem trabalho e pode, em média chegar ao maior salario, contrariando tudo que dizem as propagandas. Então aqueles que tem o melhor salário também reivindicam aumento, como os fiscais, como os carteiros, que dirão então os professores, os taxistas, os bombeiros, os pedreiros, os eletricistas etc... os cientistas que também se especializam e estão tão esquecidos. Todos enfim merecem mais, muito mais.
O que se pede ao meu ver é uma vida digna e tranquila e com os serviços publicos funcionando, como escolas, hospitais, ruas limpas e acesso as informações sem essas distorçoes – acho até que os Juizes e Promotores deveriam entrar na lista reivindicatória, pois são brasileiros e especializados também.
Então isso só me leva a uma conclusão: a baixa qualidade dos serviços não tem absolutamente nada a ver com o salario recebido. Embora a voz corrente seja essa, na minha cabeça essa lógica não está correta, porque todos tem de se conscientizar de que os salarios são esses mesmos que estão aí no mercado, que é o senhor e dita as normas. O que não se pode é comprometer a produção de um bom trabalho (sério e produtivo) com um trabalho mediocre e desinteressado sob a alegação de ganhar pouco.
E todos perdem – o país perde em crescimento, com esse pensamento ilógico.
Eu penso que isso deveria ser exatamente o contrário: Quando eu quero ganhar mais deveria fazer melhor, com mais qualidade e em menos tempo. Só assim, vou criar a possibilidade de me destacar e conseguir – até dentro de minha profissão – melhores ganhos.
É uma falácia divulgada profusamente, essa de que o serviço ruim decorre de salario baixo, quando na verdade ao meu ver, o contrário é que representa uma verdade a ser defendida, trabalho ruim remunera-se com baixo ganho. É de mérito que estamos falando e não de força de atuação política reivindicatória.
Estamos vivendo a lógica – perversa por sinal – do monetarismo desenfreado e com eleição do deus dinheiro como o nosso mito – honras ao cara, por sua brilhante atuação, embotando mentes e criando atraso quando todos querem exatamente progresso.
Apolinario de Araujo Albuquerque Rio, 05 abril 2008.

Definindo Felicidade


Definindo Felicidade

Pensamos a um primeiro momento que definindo felicidade, estaremos mais próximo de encontrá-la, ou quem sabe, pensando humildemente entendê-la.
As pessoas navegam pela vida, como uma nau a procura de uma terra desconhecida, como fazia Vasco da Gama. Enfrenta tormentas, ventos favoráveis e calmarias. Encontra terras desconhecidas inóspitas, e outras nem tanto.
Busca nesse mar imenso a terra desconhecida o bem aventurado paraíso, onde possa atracar sua nau vagabunda e tornar-se por tempo infinito, senhor e rei destas terras.
Viver plenamente a felicidade terrena, como um deus onipotente, que pode tudo; onipresente que está em todos os lugares ao mesmo tempo do seu paraíso, e onisciente que por estar em todos os lugares, sabe tudo.
A busca dessa utopia é latente em cada espírito humano, porque entende que muito mais do que se diz das realizações do espírito, procura tenazmente no poder que lhe engrandece e infla o ego; no dinheiro que assegura a disponibilidade de bens, fartura e toda sorte de abundância material, saciando infinitamente o seu corpo físico de todas as benesses que possa imaginar.
Então confiando na voz do povo – que alguns teimam em dizer: “a voz do povo é a voz de Deus”, diz-se, também que: “dinheiro não traz felicidade”. Mas... há controvérsias recíprocas, isto é, pode ser verdade como pode ser uma inverdade, depende das circunstâncias e fatores envolvidos e, principalmente, das pessoas envolvidas. As generalizações são sempre perigosas e tendentes a encobrir erros.
Aí. Temos de ouvir os defensores materialistas – monetaristas – que argumentam ser o dinheiro a única via de se alcançar a tal felicidade. Ora ter dinheiro – muito de preferência – nos permite alcançar comodidade; acesso a inúmeros bens que tornem nossa vida rica em confortos e benesses que outros não tem acesso. Mas isso pode ou não significar felicidade, depende, repetimos, das condições, circunstâncias e do indívíduo.
Não se pode, envidentemente, esquecer – e pior do que esquecer é esnobar – os confortos que o gênio humano criou e do bem estar que eles indubitavelmente proporcionam. Também não se pode esquecer das agruras correlatas por que se passa para usufruir desse bem estar, que ocorrerão certamente para ganhar o bendito dinheiro que sustenta a vida farta, como para manter o fluxo constante e perene desses recursos, e ainda mais, não se pode se quer esquecer dos problemas correlatos advindos com a simples posse e administração de sua posse.
Por falar em problemas que se manifestam, temos certeza de que muitos seres (muitos milhões) vivem ou vegetam por toda vida sem ter sequer consciência de que existem bens que lhe possam minorar sofrimentos advindos de sua condição miserável. Não tem consciência de que são felizes ou infelizes. Ou mesmo que esse julgamento psicológico das coisas possa significar algo importante para o ato simples de viver.
Voltemos aos que tem acesso aos bens, produzidos e financiados pelo dinheiro: desfrutam uma vida confortável, mas são colocados na condição de escravos dessa posse, do mesmo modo que aqueles outros que se escravizam pela carência total.
O dinheiro e sua busca tem um preço a ser pago, em esforço, em renúncia. Só os mais afortunados de mente, de atitude, e de espírito não se deixam apegar pela armadinha que o acumulo da riqueza proporciona.
É saudável, pois, aos jovens de qualquer idade, dos oito aos oitenta, buscarem sua melhor condição de vida, para si e para os seus – mantendo, no caso o desprendimento de que não vive só e isolado no mundo – não se deixando contaminar pelas doenças comuns que acabam por se instalar em seu espírito: a usura, o egocentrismo, a ganância e o apego aos bens materiais. Parece pregação religiosa e é, pois, esses impostores vão certamente acabar por prender aquele que amealhou fortuna para viver, se contaminado acaba prisioneiro encarcerado condenado à morte.
Seria tão fácil se pudéssemos definir felicidade como um estado de contentamento. Aí estaríamos nós faltando com as verdades do ser humano, por excelência contraditório, dúbio e fugaz.
Sempre que se afirma, em uma situação qualquer, que alguém está feliz, querendo informar do contentamento momentâneo e passageiro de alguém. Outros tantos vão se encarregar de mostrar o contraditório, a falta de oportunidade temporal e a frugalidade daquele momento. O contraditório se estabelece, derrubando a felicidade tomada por contentamento passageiro, como inverídica e inexistente.
Podemos então deixar de lado, a pretensão de definir a tal felicidade por esse prisma; buscaremos, pois um lado mais culto mais difícil de entendimento, só alcançável por intelectuais, diriam.
A felicidade será uma paz de espírito habitual. O que certamente nos conduziria a imaginar um ser alienado – vivendo em meio a seres humanos, carentes, sofredores, batalhadores; sem se quer ser atingido por um sentimento de piedade, de culpa ou de consciência de que não pode existir felicidade plena, quando um ser seu semelhante sofre ao seu lado.
Por outro lado, apesar de reconhecidamente ilógico e destituído de razão aparente pelo comportamento.

Comédia Diária


Comédia diária

Ontem, como todos os dias faço fui assistir minhas aulas – Existem pressupostos de que não deveria mais estar me preocupando com isso, porque dado estar com sessenta e seis anos, deveria estar cuidando de artrose, pressão arterial, digestão, com as juntas etc., mais o espírito ainda pensa que o preencher o tempo com coisas mais sadias, também é uma opção de vida e no caso eu quero a carteirinha da ordem. (É verdade que ela é rosa?). E, aqui para nós, que a D.Gilda não nos leia, olhar o desfile ao vivo é melhor do que ver via novelas de TVs.
Neste período, fomos surpreendidos com a notícia ruim do desastre das provas da OAB, a minha faculdade conseguiu emplacar uns míseros 3,67% de candidatos aprovados, em cem aprovamos 3 e meio, contra as chamadas faculdades públicas e a católica, que apesar de as provas serem mais rigorosas, conseguiram assim mesmo emplacar em torno de 47%, em cem alunos aprovaram a metade, aliais como sempre fazem.
Eu costumo olhar os subprodutos dos fatos, e como tive oportunidade de comentar com um dos professores, uma ave rara que ainda podemos manter um diálogo franco, aberto e democrático, disse eu: não posso compreender, como, que mesmo seguindo uma filosofia atual de “escolas caça-níqueis” disfarçados de educandários profissionalizantes, possam ser tão medíocres, nos seus resultados. Tão desfocados de produtividade – e serviço ruim não é bom marketing.
Contrariando até mesmo qualquer pensamento econômico, que para continuar no mercado deve oferecer algum resultado palpável, porque esse desempenho baixo somente conduz a extinção.
Essas observações surgiram, porque eu tenho meus interesses envolvidos, tenho de pagar mensalmente, dinheiro real, portanto, em troca desejo uma possibilidade real de fazer a prova da OAB, até mesmo aceito a desigualdade de condições com as faculdades públicas, mas, um mínimo de possibilidade espero eu alcançar.
A discussão surgiu – e logo a seguir vieram as provas – desastre sentido, todos reclamam: Alunos insatisfeitos de um lado, professores insatisfeitos do outro. E sabe, provas aplicadas, desempenho baixo constatado, nervosismo de parte a parte, agressões, tudo em fim do que é de se esperar em um ambiente improdutivo.
Durante o período aquelas aulas mornas – tipo me engana que eu gosto, aquele clima indisciplinado de alunos largados a sua própria sorte, cuidando mais do seu celular – dos seus “casos”, das fofocas e do deixa passar, que depois eu vejo isso.
Eu não me conformo, alguém gasta seu trabalho – o recurso despendido sempre será o fruto de um trabalho, do próprio, do pai da mãe – aí os desorientados vão para faculdade e acham que são livres, para não ouvir o que o professor tem a dizer e... os professores – aqui é que minha filha discorda, aceitam passiva e mansamente o comportamento desses desorientados e, também deixam p’ra lá, eu não concordo com seu pecado mas cometo o mesmo e por seu “eu” sou perdoado.
Como deixar que jovens desorientados façam da sala de aula “play”?, como deixar que jovens queimem sua juventude, desperdicem seu tempo, com folguedos, no lugar onde foram hipoteticamente “ganhar” algo, para o resto de suas vidas?
É voz corrente entre os mestres, é tarefa de casa, da família, fazer com que os jovens atinem para sua responsabilidade, mas e aí, se a família se omite, representa sinal verde para eu também me omitir? Este jogo esta sendo mau jogado, porque todos perdem.
Ontem eu fiquei observando – os dois professores que se apresentaram para ministrar suas aulas, depois do desastre chamado de A1 (designação das primeiras provas – a segunda é chamada de A2 e assim por diante), estavam visivelmente nervosos, inseguros, de costas para o seu público. Sabe quando você esta presente, mas gostaria de estar passeando na quinta da boa vista, na praia. Pois é assim que o clima estava, aluno de um lado perdidos no deserto, professores do outro, “se achando”, e ninguém cuida de ninguém, apesar de haver uma relação de fato e de direito entre eles.
Sabe ensinar para mim, é como ser santo, tem de fazer milagres por devoção, não por obrigação, tem de ir mais além do ensino técnico, tem de estar no interior de cada ser, buscar nele aquilo que ele tem de melhor, faze-lo ver que a sua verdade é uma ferramenta de trabalho viável e possível que lhe vai ser útil e necessária no futuro que ele ainda vai viver.
E ter o desprendimento de poder mostrar que todos os conceitos libertinos, livres e indisciplinados são próprios e bons na juventude, mas que aos poucos devem dar lugar – cada dia mais – a um comportamento sério e produtivo. É isso os professores tem algo mais a dar, do que o esquema técnico da “ação penal”, tem até mesmo o exemplo vivo de que aquele conteúdo não caiu do céu em sua cabeça.
Ouvi ontem, o choramingo de que o aluno não lê, o brasileiro não tem o habito de ler, e não vai adquirir aos gritos, não vai pegar um livro “chato” e cansativo, só porque foi desafiadoramente designado pelo “mestre”, que mais queria mostrar a incompetência do aluno, do que guiar alguém a um habito saudável. Para conduzir pessoas – principalmente pessoas desorientadas – é preciso mais do que choro e gritos, é necessário e fundamental que surjam líderes, amantes de seu ofício, que possam através de conquista conduzir “seu” povo a descoberta do prazer de aprender.
É isso, se não for com carinho, conduzindo os desorientados pelo prazer, pela alegria e pela inteligência despregada de vaidades e ganâncias financeiras - nada feito - vamos continuar a ter os oriundos das públicas os dirigentes, os promotores, os juízes e os grandes advogados; e egressos das particulares, os zangões de porta de cadeia, das portas dos procons, e os advogados atuantes na justiça menor e mais branda, por isso mesmo de menos glamour e de menor remuneração.
Do professor espero liderança, do aluno espero responsabilidade só que ele não trás isso de casa, e muito menos vai aprender disciplina na padaria, então caberá ao líder conduzir o seu povo. Convido todos, sentar numa sala de aula com o mesmo propósito olhando todos na mesma direção e não como ontem, cada qual olhava para o vago deserto do desentendimento.
Unamo-nos, pois agora, não vamos nós estudar para ter uma nota na A1, vamos olhar para o sucesso da vida, para aprovação de ser gente, ser alguém diferente, vamos ensinar com o espírito de quem se doa e quer mais e melhor para o seu semelhante, e vamos aprender para vida e não para prova somente.
Apolinario de Araújo Albuquerque Rio de Janeiro, 30 outubro 2007.

Carta ao José Maurício


Rio de Janeiro, 10 de agosto de 2007.

Ao
Dr. José Maurício
Prezado Doutor,

Queria lhe escrever. Ao iniciar fiquei em dúvida se começaria por dizer: “quando eu era menor, ou quando eu era menino. Dúvidas que me assaltam a alma, quase sempre. Aí minha ânsia de dizer “quando eu era menor”, foi refreada porque ainda hoje continuo pequenino e, optei pelo menino embora continue ainda hoje também “menino”, mas menino ninguém acredita, enquanto a alternativa – menor ou pequeno, soa falso ou pedante, já que todos vêem claramente que embora pequeno não sou mais menino. E zombariam com risos escondidos se eu apregoasse que um dia cresci de alguma forma.
Optei pelo menino, embora ainda me sinta um, ninguém assim me vê. Finalmente consegui achar um jeito de iniciar.
Quando eu era menino, e deitado literalmente “de papo pro ar” nesse quarto que hoje é ocupado pelo Alan, minh’alma vagava pelo mundo em fantasias. Ficava horas a navegar imaginativamente voando e vendo o mundo que me cercava. Dava alguns vôos rasantes, por sobre casas, árvores, pessoas e, observava o transcorrer da vida, lento e imperceptível, quando se é um “projeto” de gente.
Nessas horas, e foram muitas, me via adulto, com família, com filho ou filhas como aconteceu de fato – não sei se por direito ou benesse do meu bom Deus. Hoje eu sei, trabalhava meu projeto de vida intelectualmente, sem ao menos saber que isso era possível.
No último dia 08 de agosto de 2007, recebi a cópia do seu diploma de “Doutor em Biociências e Biotecnologia”, aí eu vejo como quanto ainda sou ignorante e menor, porque não sei sequer o que significa o Bio–de ciências ou mesmo o Bio-da tecnologia. Mas será saber isso nesta altura é importante?
O mais significativo é verdadeiramente o seu nome ligado ao título de Doutor, porque para mim e para toda família é uma realização, e realização a meu ver é justamente aquilo que produz a melhor das felicidades no homem. Não que despreze a felicidade dos outros tipos como “ganhar” coisas como dinheiro, bens, diversão. A meu ver pequenino isso são apenas contentamentos passageiros em contrapartida a realização é eterna.
A suprema felicidade ocorre quando existe realização interior – produzida por crescimento pessoal – como nesse caso, que exigiu um grau de esforço muito grande que só sabe avaliar corretamente que passou por isso. Quem teve de lutar contra condições adversas, contra crenças adversas, condições materiais adversas e chegou a um fim pré-determinado.
Quantas horas de solidão profunda, quantas dúvidas tiveram de ser suplantadas, quantas vezes a alma foi assaltada pela dúvida: Valerá a pena?
Alcançar uma meta é isso, lutar contra um mar bravio de incertezas e, atracar o seu destino em um porto seguro de esperanças no futuro, porque quem navegou por esses oceanos, não teme viagens maiores, não teme riscos, não teme desafios, porque aprendeu que sua força interior é superior, às adversidades e vicissitudes da vida.
Aprendeu que a coragem não é uma força sobre humana, mas sim uma necessidade de continuar apesar do medo.
Ah! Não importa o passado, não importa o presente, não importam os sacrifícios quando se pode saborear – nos devaneios solitários – a realização de um objetivo, como esse que é só seu.
Eu pessoalmente estou exultante, e lhe dou meus efusivos parabéns por esse feito. Aproveitando para lhe agradecer os respingos de felicidade que você proporcionou à minha família e, almejo que novos arrojados e ternos objetivos possam se implantar em sua cabeça privilegiada, para que daqui a pouco, possamos sorver uma nova taça do mel da realização.
Cabeça nas nuvens, pés no chão, crença no amanhã, paz e equilíbrio, são fatores que hão de coroar seu horizonte e, fazer surgir um arco-íris de realizações que possa colorir nossas presenças aqui na terra.
Em uma palavra:
P a r a b é n s.
Apolinario de Araújo Albuquerque

terça-feira, 13 de maio de 2008

Carta ao Neto


Rio de Janeiro, 17 de abril de 2008.

Meu amado Neto,
Leonardo
Você percebe, muitas vezes, não sabemos bem o que queremos dizer, e quando sabemos, ainda resta o não sabermos como dizer(1). Como vê todos tem seus embaraços(2) – todos tem seus obstáculos a serem superados e tranpostos(3). Assim como uma corrida maluca, cheia de percausos, escondidos aqui e ali, e quando menos esperamos surgem as barreiras para nos derrubar,(4) nos fazer levar tombos aborrecidos e a nos ferir, o corpo a alma e o espírito.(5)
Quando criança nós achamos que nínguem nos compreende,(6) só porque não nos deixam fazer aquilo que gostamos, - brincar, brincar, brinca(7) – como aliáis todos os seres deveriam fazer sempre, as crianças também só gostam de fazer aquilo que lhes dá mais prazer,(8) mais alegria e – com isso – endenda-se mais felicidade.(9) Quando nos impedem de fazer aquilo que atraí nossa atenção, aquilo que realmente aprendemos a gostar, achamos que as pessoas não gostam da gente,(10) e por isso nos impedem de sermos felizes. Mas isso é só imprenssão.
Ora a vida é simples e muito complexa, e por ser ao mesmo as duas coisas é também contraditória.(11) Complicou – tá danado – vamos por partes, como fazia Jack O Estripador.(12)
A vida deve ser entendida simples – deve ser olhada com simplicidade – sem complicação, sem afetação, e principalmente, sem arquitetar planos mirabolantes;(13) devemos viver esperando que na medida do nosso esforço, recebamos aquilo que merecemos.(14). Simples assim, não vai depender de ninguém – ninguém mesmo – como, onde e com quem queremos viver(15) – a condição de vida que teremos no futuro estará diretamente ligada ao nosso esforço e vontade(16). Aliado a uma baita seriedade(17) na condução das nossas ações. Mas isso tudo no futuro incerto e não sabido.(18) Então – nós somos os responsáveis diretos por construir o nosso caminho, só nós e Deus.(19
Mas tem uns complicadores nesse caminho: Para que tudo isso seja verdade, verdadeira; torna-se necessário e fundamental que tenhamos visão(20) – exata visão dos nossos objetivos futuros(21). E a busca dessa visão, desse conhecimento daquilo que realmente queremos para nós, está sempre sendo escondido dos nossos olhos, pelo prazer momentâneo, pelas alegrias diárias, pela preguiça e pelos vícios,(22) e até por conselhos pouco práticos de quem pretende nos conduzir a vida.(23) Que maldade, aquilo que nos dá mais alegria hoje, esconde de nós a verdadeira razão para qual ganhamos uma vida, um futuro cheio de alegria.
É a tal complexidade da vida(24) – quando mais temos tempo para nos divertir, quando temos mais energia, mais garra, mais vontade, mais anceios por novidades prazenteiras, mas temos de ter cuidado e mais temos de ponderar em descobrir um tempo desconhecido distante que nem ao menos fomos apresentados, e pior um futuro distante que nos vão obrigar a viver nele(25). Ah! e o complicador está justamente, que não temos a possibilidade de enchergar a vida assim, porque desconhecemos quase tudo que é necessário a essa visão.
Taí a contraditoriedade da coisas da vida: Quando jovens não temos experiência e visão holistica (completa)(26), para discernir o certo do errado; o bom do mau, o belo do feio. Mas sobra-nos energia vital para viver plenamente todos os prazeres e gozos da vida. Quando maduros temos o conhecimento, a sabedoria para entender a vida e suas nuances e facetas(27), mas falta-nos a energia juvenil para que possamos gozar plenamente a vida. Mas isso é assim mesmo, a milhões de anos e, vai continuar assim por outros milhões ainda.
Outra crueldade da vida é que, ao querermos ser cada vez mais livres(28), mais nos tornamos prisioneiros dos compromissos, das obrigações, da seriedade, da produção, do trabalho, do sacrifício e da luta insane e não prazeiteira da labuta diária, seja por trabalho, seja por estudo, ou como hoje se apresenta: os dois ao mesmo tempo, nenhum trabalhador hoje e no futuro – isso é certo – vai conseguir viver sem estudar continuamente(29), por que a vida está num crescente técnico tal que qualquer pessoa para se manter trabalhando tem que se manter atualizado diariamente, via estudo. Que pode ser árduo e penoso ou prazeiteiro. Depende das escolhas que fazemos, e como podemos encarar esse contunto(30).
E ao nos tornarmos mais prisioneiros da responsabilidade – cada vez mais nos aproximamos da liberdade de guiar nossa vidas, como bem queremos e... podemos(31). Cuidado com esse podemos, porque muitos pensam que podem mas não podem quase nada, como também alguns dizem querer e não querem nada, zero nadinha mesmo.(32)
Tudo isso tem um fim – dizer apenas que: embora jovem e com pouca experiência da vida, todos somos os únicos responsáveis por nossa vida(33). Não adianta um monte de gente nos aconselhar, dizer isso ou aquilo, que no final das contas só vai acontecer aquilo que você quiser fazer. Outra contradição? Não. É assim mesmo só nós somos os nossos próprios guias, e construtores de nossa vida, e ninguém vai mudar isso nunca.
Então como pode um monte de gente, ficar aí gastando baba, escrevendo cartas como faço agora e fazendo sermões, tentando me dizer o que é bom ou ruim? Simples, todos aqueles que amam seus jovens, e não são omissos, tentam – disse – tentam abrir os olhos – mostrar os caminhos, e nessas cansativas, tensas seções – surgirão conselhos bons, mais ou menos e maus, cabendo a você e a todos os jovens a liberdade de escolha(34). É nisso que me agarro, é nisso que me prendo, o sentido de minha atuação é e será sempre, no sentido de que você tenha uma oportunidade de saber fazer as escolhas certas, para uma vida futura e melhror, como você a julgar, melhor para você. Trata-se do exercício da liberdade vigiada.
A omissão seria o pior dos ensinamentos, o melhor é dotar o indivíduo de ferramentas (conhecimentos) que lhe possam ajudar na caminhada rumo ao futuro. E ainda, todas as ferramentas não são inteirametne conhecidas por um indivíduo somente,(35) o que vale é a soma de todas que você possa recolher aqui e ali, de “A” e de “B” de modo a formar um arsenal útil, que possa lhe indicar qual será o melhor para sua vida.
Com serteza tudo se resume nisso: você é inteligente,(36) livre e tem um circulo de pessoas que lhe amam profundamente, presos às melhores intenções de lhe fornecer conhecimentos necessáriso e fundamentais para que você possa escolher livremente com acerto(37), qual a vida que você quer viver no futuro. Isento de complexos, preconceitos, negativismos, culpas(38); ao tempo em que estará repleto de positivismo, bons sentimentos e visão clara e objetiva do mundo que ousar(39) escolher viver. Garra, determinação, superação e fé são ferramentas indispensáveis àqueles que vêm hoje o amanhã repleto de felicidade(40), como você.
Seu fã 01.
Apolinario
1Saber dizer, é saber comunicar – ter a certeza que seu interlocutor ouviu a informação como você a entende. Saber dizer como é mais importante do que apenas dizer, implica em tempo, forma de dizer, o o que deve ser dito.
2Isso implica muito mais em dizer que todos, sem exceção, somos seres humanos, portanto iguais em virtudes e defeitos, os quais apenas são diferenciados por nosso proprio exforço em corrigí-los.
3Transpor obstáculos – mais uma questão de habitos – que são apreendidos como encarar todos com uma atitude positiva e não com negativismos ou derrotismos preconcebidos.
4Ou para testar a nossa capacidade de superação ou, mesmo, para apenas exercítar as nossas forças para embates maiores em futuros.
5Corpo, Alma e Espírito – é um conceito amplo do homem holistico, inteiro sem divisões, sem quaisquer conotações religiosas ou espirituais: Devemos aprender a alimentar e a cuidar de sua saúde: Corpo Físico, mente ativa e subconsciente; e espírito o conjunto de valores que devemos agregar e defender – como alimentar e, com o que, exercítar como fazer habitualmente.
6Como criança pensamos como criança, quanto adolescente pensamos como adolescente, e como adultos pensamos como adultos – fora disso – qualquer coisa é loucura. E cada fase tem sua realidade para entender o mundo e defender suas formas de ver e sentir o mundo.
7O brincar, na juventude, e devemos permanecer jovens até a velhice, é constitui uma forma de treinamento, exercícios de faculdades da mente, para situações a que seremos submetidos e também, é a forma de fazer a mente objetiva descançar e relaxar.
8As crianças e... como entendemos todos devem permanecer crianças,isto é, puros de alma: todos devem aprender a brincar, e aprender que o prejudicial sermpre será o excesso e não o brincar em si.
9Não se pode confundir felicidade com contentamento, este passageiro; a felicidade duradoura, é constituida em uma forma psicológica de ver e viver a vida. Ser feliz e uma forma de aprender a realizar – porque são as realizações que determinam o nosso grau de felicidade na vida.
10E isso é importante na medida em que não nos prejudique em nossas atuações e em nosso psiquismos, o importante é aprendermos a gostar de nós mesmos, a aprender a conchecer nosso próprio eu, e não vivermos em função daquilo que achamos que os outros pensam de nós. Sempre vamos achar opiniões contra e a favor, mas qual vai afetar nossa vida somos nos que escolhemos.
11Contraditoria – porque convivem juntas – a simplicidade e a complexidade, as vezes confundindo as vezes explicando.
12Jack – Foi um assassino que viveu em Londres, no começo do século, que matava prostitutas e as esquartejada, então quando queremos dizer de forma jocosa que devemos analisar um assunto por seus detalhes, dizemos assim.
13Os pensamentos sofisticados, complexos – geralmente não alcançam seus objetivos, pelo menos não no mesmo tempo que um pensamento simples, direto, comunicativo.
14É uma lei da vida, a cada um será dado o produto do seu exforço, nem mais nem menos. Fora disso são desculpas de perdedores e fracassados.
15Realmente somos livres para escolher o nosso caminho e a nossa forma de viver, o exercício dessa liberdade tem um custo, que poucos muito poucos se propõe a pagar o preço cobrado, principalmente, porque a moeda é sacrifício, fisico e mental.
16Eu defendo a vontade como sendo muito mais importante do que a inteligência: na verdade o combustível para grandes realizações é a vontade e não a inteligência, que constitui apenas mais um predicado auxiliar para tornar a viagem mais adradável e menos dolorosa. Com inteligência sem vontade você não anda, mas com vontade mesmo sem inteligência você vai longe, com inteligência a coisa flui mais suave, só isso.
17Seriedade – não dá para encarar até que seja chupar um picolé – sem seriedade, a fazer algo, deve ser com determinação de chegar ao fim, com qualidade superior o melhor que pudermos fazer, no menor tempo possível, sem fugas, distrações, ou desconcentração. Principalmente, sem desvios ou idéias ou tarefas pararelas ou intrusas que desviem nossa atenção do nosso objetivo principal.
18O futuro é incerto e não sabido, mas também é ao mesmo tempo, previsível quando planejado: Lógico não dá para adivinhar quem vai ganhar a taça libertadores ao final do campeonado, mas podemos prever facilmente uma grande festa e se nós vamos ou não participar dela. Assim como tudo demais na vida.
19Deus – seja lá como se entenda. Ele foi, é e continuará sempre, sendo a nossa tábua de sauvação, para nossas horas de perplexidade diante do desconhecido. Porque atráves Dele, desenvolvemos a fé, energia invisível que nos permite acreditar no desconhecido. Um mundo atingível por poucos.
20Na verdade, mesmo que não tenhamos a visão necessária para vislumbrar nosso futuro, podemos desenvolver os ouvidos, para ouvir os conselhos daqueles que nos rodeiam e tem mais experiência, por isso credenciados, para nos abrir os olhos.
21É fundamental que possamos agregar desde muito sendo quais nossos objetivos, quais nossas metas e, principalmente, quando – que data – pretendemos alcançar por que meios – caminhos iremos trilhar.
22Esses constituem a pior barreira a ser vencida, no caminho da realização, porque representam os grilhões que nos prendem e impedem nossa mente se descolar do presente, para viver um futuro inexistente.
23É verdade – muitos nos darão conselhos ao seu ver perfeitos, mas que podem estar descolados do nosso objetivo e não se aplicar a nossa realidade futura. Temos então de ter o cuidade de pesar, ponderar conselhos de quem não vai viver nossa vida futura, e muito menos nosso mundo futuro.
24A vida no passado recente, se apresentava mais simples, hoje vivemos um processo de complexidade sem igual e a expectativa é a de que, apesar dos avanços tecnológicos, essa complexidade avance mais e mais, apesar da propaganda querer dizer exatamente o contrátio.
25É exatamente, o que aconteceu quando nascemos, passamos nove meses, no útero quentinho, sem ter mesmo o trabalho de respirar, e derepente, somos jogados brutalmente, nesse negócio chamado de mundo. É isso que nos espera, portanto, se preparar para viver o melhor é o podemos de devemos fazer sempreié, por toda vida. Porque isso é viver. E ainda, esse 'viver nele', implica necessáriamente, ter disponibilidade financeira e patrimonial, para tal, não não tendo chamar-se-á sobreviver e não viver. Em algum lugar, em algum tempo temos de aprofundar o conceito do que é realmente viver.
26E isso pode ter certeza, ninguém tem, todos acreditam piamente que tem, mas o mundo sempre nos revela algo para aprender. Principalmente conhecer o homem por inteiro. O que não significa que não devamos insistir sempre. É a tal da mola que proporciona o crescimento do homem (?) apesar de haver sérias controvércias.
27Ou pelo menos gostamos de pensar assim, embora muitas vezes – a maioria estejamos nos enganando.
28Não podemos confundir liberdade com liberalidade, como hoje é comum, a liberdade implica no respeito ao próximo, a liberalidade é a transgressão, a agressão o desalinho aos preceitos e á boa conduta de se harmonizar com o meio, e fazê-lo crescer.
29Hoje se divulga essa necessidade de “estudo contínuo”, mas na verdade Leonardo da Vinci, estudou e trabalho a sua vida toda, aliais Thomas Alva Edson, que aliaram ao seu trabalho a pesquisa, o aprofundamento do conhecimento, novidade é hoje, apenas a divulgação do fato.
30É claro que a busca deve ser pelo ideal: Fazer do trabalho uma diversão prazeiteira e não um castigo, porque assim ele se tornará enfadonho e difícil de levar. A senha é fazer o que gosta, o que lhe dá mais prazer, apesar e contra as vozes contrarias e sem esquecer a remuneração, fator preponderante a ser considerado na decisão.
31Mas não podemos perder de vista, que ninguém é inteiramente livre, sempre haverá um momento, uma instituição ou regra social a nos cobrar a servidão, portanto, não existe a liberdade total integral, como a desfrutada pelos pássaros, que por sinal são prisioneiros da necessidade de achar diariamente o seu alimento.
32O querer e o poder, serão sempre relativisados, em função do tempo, do lugar, das circunstâncias e da vontade individual de cada um. Embora muitos verbalizer que 'eu quero' nada fazem – nenhuma ação praticam em direção a esse querer. Outros dizem eu posso e na verdade 'podem' menos do que pensam e dizem poder.
33Todos, em fim, são verdadeiramente os artifices de sua vida, cada um a seu tempo será chamado para decidir, com ou sem conhecimento, com ou sem ajuda, o rumo que deseja dar a sua vida, porque isso é fundamental para cada um sentir-se 'uma pessoa'.
34Dolorosa escolha, porque feita quase
35Não são conhecidas porque a ninguém é permitido viver o futuro, e mesmo que pudessem prever, essa previsão representa apenas uma pálida visão do que será em realidade. O que resta é o exemplo: de não omissão, bom senso, valores, diálogo, amor, seriedade para com a vida futura do planeta e dos jovens que terão de vivê-lo.
36E eu sinceramente, espero que possas agregar a essa inteligência: vontade, objetivo, ação, diálogo, determinação, coragem de decidir e responsabilidade.
37Isso não significa que você não vá errar, todos erram, todos cometem erros uns maiores outros menores. O 'xis' da questão é não deixar se afetar nem se aquebrantar pelos erros – os quais apenas devem significar acontecimentos e maturação para o resto da vida que ainda deverá ser vivida, e não um impecílho para continuar. Ou seja o que conta é a atitude diante do erro e não o erro em si.
38Estes são apenas exemplos de um arsenal infinido que irão surgir na nossa vida, e devemos estar sempre medindo e pesando nossas atitudos e habitos para não cairmos na esparela de conceitos sociais – que invariavelmente – o meio produz para nos limitar o crescimento.
39Ousar, não significa – fazer besteira – fugir dos padrões e causar proplemas, mas ter consciêcia e criatividade para analisar o assunto e produzir uma solução nova. O mundo precisa e ansêia por gente, desmistificada de pensamentos do tipo “é assim mesmo” ou “sempre foi assim, por que mudar”
40Felicidade é um conceito um tanto vago e indefinido, porque ninguém é feliz o tempo todo, mas podemos auferir com a conduda correta e os habitos salutares uma vida em que possamos registrar mairo parte do tempo de bons momentos em detrimento dos maus. Porque viver é ser feliz.

Desafio I

Rio de Janeiro, 01 mai 2008.


Você, provavelmente, tem recebido muitos desafios em sua vida, mais um não deverá lhe causar espanto, mas com certeza, se você o aceitar, causará muita diferença na sua vida, apartir desse momento. Note você não está sendo obrigado, tudo vai depender apenas de você somente, aliáis como sempre deveria ter sido, é só você mesmo o responsável pelo seu crescimento. E em assim sendo você deverá cumprir ou não uma tarefa, e o cumprimento desse tarefa irá modificar sua vida – para melhor – asseguro.
Ao trabalho – você está recebendo um pequeno poema do nosso Poeta maior – o chamado “poetinha” Vinicios de Moraes, é uma delícia de mensagem que ele divulgou junto com a canção “Eu sei que vou te amar” - sua tarefa é exercitar sua memória, decorando esse pequeno poema em sete dias. Tente e me conte o resultado.
Em breve estaremos aqui para 'cobrar' sua lição. Agora é com você, Ah! Não tem tempo, pois bem, o que lhe falta é organização e vontade, tente arranjar – isso apenas essa atitude pode lhe mudar a vida.
Soneto de fidelidade
De tudo, ao meu amor serei atento
Antes, e com tal zelo, e sempre, e tanto
Que mesmo em face do maior encanto
Dele se encante mais meu pensamento
Quero vivê-lo em cada vão momento
E em seu louvor hei de espalhar meu canto
E rir meu riso e derramar meu pranto
Ao seu pesar ou seu contentamento
E assim quando mais tarde me procure
Quem sabe a morte, angústia de quem vive
Quem sabe a solidão, fim de quem ama
Eu possa lhe dizer do amor (que tive):
Que não seja imortal, posto que é chama
Mas que seja infinito enquanto dure

Desafio II


Rio de Janeiro, 07 mai 2008.

Voce lembra de mim, provavelmente não. Mas isso não importa, o que nos interessa de perto é sempre a nossa interação humana e o seu crescimento. No último encontro tivemos oportunidade de resvalar pelo pensamento do nosso poeta Vinicios de Moraes e seu magistral “Soneto de Fidelidade”, você memorizou. Ah! que pena, você deixar essa oportunidade passar. Você já deve ter ouvido por aí que oportunidade não é coisa que se perca, e não é mesmo, o seu crescimento depende de ver, ouvir e sentir as oportunidades como e onde elas aparecem, Se você não tiver a sensibilidade de sentir a presença certamente ela não existirá para você,
Mas hoje voltamos a bater na mesma techa, tenha o cuidado de ler com atenção também esse texto, pois alguma coisa pode estar escondido nas entrelinhas, e você pode aproveitar isso também, muitas verdades nos são transmitidas dessa forma e são elas que podem mudar o rumo de nossas vidas.
Conhece Castro Alves, dedique um tempo de sua vida, compreendendo aquilo que ele nos quis legar, na:

Canção do Exílio
Minha terra tem palmeiras,
Onde canta o sabiá;
As aves, que aqui gorjeiam,
Não gorjeiam como lá.
Nosso céu tem mais estrelas,
Nossas várzeas tem mais flores,
Nossos bosques tem mais vida,
Nossa vida mais amores,
Em cismar, sozinho à noite,
Mais prazer encontro eu lá,
Minha terra tem palmeiras,
Onde canta o sabiá.
Minha terra tem primores,
Que tais não encontro eu cá;
Em cismar – sozinho à noite,
Mais prazer encontro eu lá,
Minha terra tem palmeiras,
Onde canta o sabiá.
Não permita Deus que eu morra,
Sem que eu volte para lá;
Sem que desfrute os primores
Que não encontro por cá;
Sem qu'inda aviste as palmeiras,
Onde canta o sabiá.